COMO FUI DESPERTADA PARA NÃO TRABALHAR MAIS EM TEMPO INTEGRAL
Quando Aninha estava com um pouco mais de um ano, contratei uma babá, querida, mas acabei percebendo que nos momentos raros que eu podia ficar com Aninha, minha filha estava mais apegada à baba e às ordens dela do que a mim. Nessa época estava estudando para um concurso público da CLDF, e estava indo muito bem nos simulados do cursinho. Dividia meus estudos entre trabalhar, ministrando meus cursos, e fazendo relatórios técnicos para clientes que haviam sido multados por órgãos fiscalizadores, o que me rendia uma boa renda extra, para gastar, enchendo Aninha de brinquedos, para entretê-la enquanto eu trabalhava mais para ganhar mais dinheiro.
Mas resolvi pedir a Deus uma resposta, clamei para que Ele me mostrasse se eu deveria continuar insistindo a estudar para esse concurso ou deveria parar, dar uma diminuída no meu ritmo de trabalho e ficar mais tempo com Aninha. Passei nesse dia, a madrugada orando, e no dia seguinte, Deus já começou a responder. Abri minha caixa de e-mail, e o cursinho online havia enviado uma mensagem com o título: "mensagem boa e ruim", a ruim era que o concurso havia sido cancelado, e a boa era que dava mais tempo para estudar, nesse momento pensei comigo mesmo: "ah Senhor, devo parar de estudar? ou começar a estudar para outro" e nesse exato momento "mozinho" liga para mim e fala: "mozinho saiu missão para o exterior para irmos, vamos para a África", ao que rendi graças a Deus e entendi a resposta dEle, trabalhe menos e pare de estudar.
Chamei a babá, hoje amiga, Joice Pacheco, e disse que não a queria mais como babá de Aninha, ao que ela se entristeceu, achando que ficaria sem emprego, e eu a perguntei se ela queria continuar, mas fazendo os serviços da casa, ao que ela disse: sim, e ainda agradeceu a Deus por eu não mais estudar, pois ela dizia que achava lindo como eu mozinho nos relacionávamos no nosso lar, que a maioria das casas onde ela passou, as mulheres trabalhavam fora o tempo todo e não tinha tempo para filhos e esposo ao chegarem em casa cansadas.
Com amor cristão
Cyllene de M.O.C.de Souza
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